O Balanced Scorecard de alguma maneira se tornou obsoleto como sistema de medição para a gestão atual e agora para alavancar inovações relevantes ao negócio podemos através dos aperfeiçoamentos oriundos das evoluções em Tecnologias da Informação, ter a oportunidade de desenvolver novos modelos de gestão por indicadores.
O primeiro passo desse novo modelo foi dado por Thomas Davenport, quem publicou a “Competição Analítica: Vencendo através da Nova Ciência” o qual descreve como o advento da tecnologia da informação é importante em qualquer tipo de negócio, sejam pequenos, médios e grandes.
Informações que não existiam antes pela excasses de dados, hoje estão a disposição através do ERP (Enterprise Resource Planning), bem como os demais sistemas de informação da empresa e suas extensas bases de dados.
Porém com baixo valor agregado ao gestor, quem procura utilizá-las em prol da garantia do sucesso de seus negócios, pela falta de conhecimento em sofisticadas análises estatísticas e modelos de previsão que acelerem a transformação desses dados em conhecimento, seja para reduzir despedícios, seja para implementar novas idéias.
1 - Como transformar os dados de minha empresa em conhecimento sobre meu negócio?
2 - Como análises estatísticas e modelos de previsão podem beneficiar meu negócio?
3 - Como delimitar ações sustentáveis focando o crescimento acelerado e sucesso do meu negócio?
Se você está buscando as respostas à essas perguntas, você está a procura dessa nova e sofisticada ciência chamada Inteligência Analítica.
Davenport, definiu em seu livro a Inteligência Analítica como “A utilização extensiva de dados, análises quantitativas e estatísticas, modelos explicativos e preditivos e gestão baseada em fatos para orientar decisões e ações”.
Esse método e aplicação em diversas áreas de negócios na formulação de estratégias, foi pioneiro no
assunto, com uma abordagem detalhada e abrangente, que contém,
ferramentas práticas que ajudam colaboradores a implementar novas idéias.
A Inteligência Analítica é a "linguagem" apropriada que permite entender o que os dados têm a "dizer" sobre o negócio, interpretando informações através de análises objetivas, obtendo conhecimento embasado em fatos, para decisões mais precisas e de maior probabilidade de acerto.
Na década de 50 e de forma limitada devido a excasses de dados, Juram desenvolvia projetos de consultoria em "Inteligência Analítica" para Gilette, Hamilton Watch, entre outras empresas de renome, e através de sua obra "Quality Control Handbook", e despertou o interesse dos japoneses que, preocupados com a reconstrução de sua economia no período pós-guerra, convidaram-no para ensiná-los nesses princípios de gestão, juntamente com W. Edwards Deming, quem foi o pai da revolução dos negócios no Japão.
Atualmente ter um "Departamento de Garantia e Controle da Qualidade" não está sendo mais suficiente para entender e atender as necessidades dos clientes.
As organizações podem ter vários objetivos quando criam e mantém um departamento com o papel de analisar os níveis de adequação de serviços e produtos, e as responsabilidades de considerá-los enquadrados aos padrões estabelecidos.
Atividades de gerenciamento de eventos críticos, medição do desempenho em tempo real de determinados processos, bem como ter um espaço físico dedicado a uma equipe especializada em gerenciamento, análise, estratégia na implantação de ações de melhorias, simultâneas às rotinas da empresa são características cada vez mais desejadas pelas empresas.
Como um "Centro de Comando de Inteligência Analítica", cada vez mais empresas estão implementando escritórios com Pessoas, Processos e Tecnologias de visão geral sobre tudo o que acontece na cadeia de valor de seu negócio com impacto no cliente e em tempo real, monitorando e gerando ações que tragam melhorias, reduzam desperdícios e/ou se antecipem as necessidades de seus clientes.
Começamos pela "Era da Inspeção", passamos pela "Era do Controle Estatístico", depois pela "Era da Qualidade Total" e agora estamos na "Era da Inteligência Analítica".
Cada vez mais as empresas buscam pelo modelo que integre Cliente, Negócio e Tecnologia, atribuindo métodos analíticos e menos intuitivos para atingir a simplificação de processos e acelerar a obtenção do conhecimento para decisões assertivas, com base em análises inteligentes e metodologias de raciocínio alinhadas à realidade dos negócios na empresa, tornando-as cada vez mais competitivas.
Vamos evoluir o clássico "Departamento de Controle da Qualidade" a um "Centro de Comando de Qualidade & Negócio" de maior valor agregado à empresa, através da Inteligência Analítica?




